Na tarde de 14 de junho de 2025, o tempo se curvou em Agrigento. A cidade fundada em 582 a.C. pelos gregos foi palco do casamento de Marcela & Tallis — uma cerimônia católica celebrada na centenária Basilica dell’Immacolata di Agrigento, com afrescos preservados, luz natural e ressonância litúrgica em cada abóbada.

Marcela, devota de Nossa Senhora, entrou com um terço entre as mãos, vestida com um tweed jacquard 100% algodão, criação do estilista brasileiro André Betio. A peça era coberta por uma capa de tule bordada à mão com desenhos inspirados na história do casal.

Tallis aguardava no altar com um smoking de lã Super 150’s, lapelas de seda, abotoaduras douradas e sapatos Gaziano & Girling, feitos sob medida na Savile Row, Londres.
“O altar foi o nosso eixo. O templo, nossa testemunha”, comentou Marcela.
A cerimônia foi conduzida pelo padre brasileiro Alexandre Nunes e acompanhada por um quarteto sacro ao vivo. O repertório incluiu Wagner, Bach, Beethoven, Schubert e Vivaldi.
As alianças Tiffany & Co., gravadas com “Agrigento 14.06.2025”, selaram os votos diante do altar. Na saída, folhas de oliveira e guardanapos brancos lançados pelos convidados marcaram o momento — tradição italiana transformada em rito íntimo.

Da basílica ao parque arqueológico

Após a cerimônia, os 162 convidados, todos em traje black tie, foram recebidos no Hotel Villa Athena, o único situado dentro do Parque Arqueológico do Vale dos Templos.

Na chegada à recepção, os noivos atravessaram novamente um corredor de guardanapos brancos agitados — desta vez, diante do Templo da Concórdia. Em seguida, uma torre de taças de cristal foi erguida para o brinde inicial com champagne.

O jantar, a lua e os deuses
Às 20h50, o Templo da Concórdia se iluminou. Hélios, o deus do sol, recolheu-se — e Selene, deusa da lua, surgiu no céu siciliano com uma presença quase cerimonial.
O jantar foi servido em cinco tempos. À mesa: frutos do mar frescos, azeites de Menfi, pistaches de Bronte e vinhos regionais. Arranjos florais de rosas inglesas, peônias, hortênsias e oliveiras repousavam sob candelabros cobertos de musgos.
“O sol nos abençoou com o dia; a lua com o silêncio. Os dois ficaram conosco”, disse Tallis.

Sem bolo, com afeto artesanal
Em vez do tradicional bolo, os noivos apresentaram uma massa folhada gigante já pré-assada. Ao lado do chef, rechearam-na ao vivo com ricota doce e raspas de limão siciliano. Fatiaram-na com as próprias mãos e serviram pedaços um a um — gesto íntimo e artesanal.

Entre a dança e as oliveiras
A pista de dança foi inaugurada por uma banda francesa ao vivo e, depois, por um DJ italiano, que comandou a celebração até às 3h da manhã com house melódico, tarantelas remixadas e sucessos europeus do verão.
Um lounge montado sob oliveiras centenárias, com sofás de linho e vista privilegiada para o templo, ofereceu aos convidados um cenário mais silencioso, onde vinhos, charutos e contemplação foram os protagonistas.

Encerramento: o que permanece
Ao fim da noite, os convidados voltaram ao Villa Athena ou ao Hotel della Valle com pétalas prensadas nos bolsos e o gosto persistente de limão siciliano. No céu, a lua cheia seguia seu curso.

Diante de um templo com mais de 2.400 anos, ficou registrada não só uma união, mas uma permanência. Porque há casamentos que passam — e há celebrações que permanecem em pedra.







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Desejamos felicidades eternas ao casal Marcela & Tallis.