Dólar sobe, mas quem desce é a confiança

O dólar acordou em alta. Mas o mercado, de fato, não dormiu.

Dado Ruvic/Reuters

Investidores seguem em estado de vigília, atentos a dois sinais vindos dos EUA: a fala do Fed e os dados de emprego. Nada de novo — apenas mais incerteza disfarçada de expectativa.

A moeda americana voltou a subir, puxada pelo receio de que os juros por lá continuem elevados por mais tempo.
E enquanto Washington ajusta os trilhos, o Brasil balança no último vagão.

Aqui, o que define o preço do dólar não é Brasília, é a ansiedade global.
Cada número divulgado nos Estados Unidos vira decreto para os mercados emergentes.

O real não tem protagonismo — tem reação. E a pergunta segue no ar: até quando a economia brasileira será figurante no enredo que Wall Street escreve?

Fonte: Folha de S.Paulo

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